Ministério da Saúde estima ter 80 milhões de doses de vacina até abril

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BRASÍLIA — O Ministério da Saúde estima ter 80 milhões de doses para vacinar a população até abril. Para fevereiro, a previsão é ter 30 milhões de vacinas. E, neste mês, 8 milhões — sendo 2 milhões da AstraZeneca e 6 milhões da CoronaVac.

A informação é do assessor especial da pasta, Airton Soligo, mais conhecido como “Cascavel”. Ele participou da reunião realizada na manhã desta quinta-feira entre integrantes da Saúde e mais de 130 prefeitos.

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Após o encontro, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette (PSB), que é ex-prefeito de Campinas (SP), disse que o ministro Eduardo Pazuello marcou a próxima quarta-feira como data do início da vacinação no Brasil.

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O ministro atribuiu o começo da imunização a dois fatores: liberação do uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do uso emergencial e logística do voo que trará da Índia as 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca.

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A Anvisa marcou para este domingo a reunião que analisará se autoriza ou não o uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca. Já a “logística do voo” ainda é uma incógnita.

Nesta quinta-feira, pouco depois da reunião de Pazuello com prefeitos, a companhia aérea Azul informou que, justamente por “razões logísticas internacionais”, o voo que sairia do Recife em direção à Índia foi adiado para sexta-feira, ainda sem horário definido.

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— Então, se não for na quarta, dia 20, qualquer problema de logística, o começo da vacinação no Brasil ficará para quinta, que é dia 21 — disse Donizette em entrevista coletiva depois do encontro.

Fila para vacinação

Quando a imunização começar, profissionais de saúde, idosos em casas de longa permanência, e indígenas aldeados serão os primeiros vacinados contra a Covid-19, conforme disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, durante a reunião com os prefeitos.

Em seguida, serão imunizados idosos e pessoas com comorbidades. Depois, professores e outros grupos prioritários para a economia, que não foram detalhados. Também não foi detalhada como ocorrerá a imunização. 

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O secretário executivo da pasta, Élcio Franco, afirmou durante coletiva de imprensa na quarta-feira que o governo trabalha com diferentes cenários em relação à disponibilidade de doses da vacina. O primeiro é de 8 milhões de doses, considerando a disponibilidade de 2 milhões de doses da vacina de Oxford, importada da Índia; e 6 milhões de doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. E outro cenário com a disponibilidade de apenas uma das duas opções de vacina.

— De acordo com a quantidade de vacinas que viermos tendo vamos abordando esses grupos (prioritários) — disse. — Dentre os profissionais de saúde, se tivermos uma quantidade menor (de doses) teremos que junto com o Conass e Conasems priorizar aqueles que estão na linha de frente. Temos aqueles que estão um pouco mais afastados do paciente que está com a doença, então vamos priorizar aqueles que estão em contato. Quando tivermos a quantidade suficiente para todos, vamos imunizar todos os profissionais de saúde.

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