Mais de 64% dos casos na cidade de SP são pela variante de Manaus

0
6

Um estudo da Prefeitura de São Paulo e do Instituto de Medicina Tropical da USP (Universidade de São Paulo) revelou que 64,4% das amostras positivas de covid-19 na capital paulista são da P-1, a variante de Manaus. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, nesta sexta-feira (26).

O objetivo da pesquisa era avaliar as VOCs (Variantes de Preocupação) do novo coronavírus em circulação na cidade. Foram analisadas 92 amostras positivas coletadas no exame RT-PCR na primeira semana de março.

Do total de amostras, 73 eram de moradores da capital paulista, sendo que 52 eram VOC, o que indica a prevalência de 71,2%. Entre as variantes, 64,4% eram de P-1 e 6,8% do vírus vindo do Reino Unido. O estudo apontou que 28,8% dos testes eram de 21 outras linhagens.

“Esta é uma fotografia da pandemia no município de São Paulo. A variante de Manaus está em toda a cidade e isso mostra o impacto da situação epidemiológica na cidade, com aceleração do número de notificações e de casos confirmados nas últimas semanas”, afirma Edson Aparecido.

- Anúncio Patrocinado -

Houve também uma mudança na pirâmide etária de contaminação pelo coronavírus. Agora os casos se concentram na população entre 20 e 54 anos de idade. Segundo o secretário de Saúde, “são esses os pacientes que procuram atendimento nos postos de saúde, quase sempre em estágio avançado da doença”.

De acordo com a prefeitura, 30% dos casos suspeitos de Síndrome Gripal entram na rede municipal pela urgência e emergência (UPA, PS, PA e AMA). Os pacientes, em média, já estão no quinto ou sexto dia de sintomas. 

Em 30% dos casos confirmados de covid-19 há hospitalização e o tempo médio de internação é de 9,3 dias. Já quem vai para a UTI fica, em média, quase 9 dias. 

Para tentar diminuir o número de óbitos e de casos graves de covid-19, a Secretaria Municipal de Saúde mudou os protocolos de atendimento nas unidades de saúde. A recomendação é buscar um médico assim que aparecerem os primeiros sintomas.

O paciente então fará um exame, passará com um médico, vai colher exames laboratoriais, vai retornar novamente com o profissional de saúde e repetir os exames. Serão analisados os marcadores do hemograma, entre eles triglicérides, ferritina, DHL e proteína C reativa. 

“O paciente será monitorado em casa com oxímetro. Se a saturação estiver menor que 94%, ele terá que voltar ao médico para evitar a progressão da patologia e o agravamento da situação. Se houve piora nos exames quando comparados, ele será encaminhado para uma unidade de emergência”, explica Sandra Maria Sabino, que é secretária executiva de Atenção Básica e Vigilância.

- Anúncio Patrocinado -


DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here