Mais de 350 pessoas foram presas em Mianmar após o golpe de Estado, segundo a ONU

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Manifestação em Yangon, a maior cidade de Mianmar; no caminhão de som, há uma imagem de Aung San Suu Kyi — Foto: Reuters

Mais de 350 pessoas foram presas em Mianmar desde 1º de fevereiro, quando houve um golpe de Estado no país. O balanço foi feito pela ONU nesta sexta-feira (12).

Entre os presos, há ativistas, monges e pessoas que tinham cargos no governo até o golpe. Uma parte dessas pessoas presas enfrenta processos criminais por motivos frágeis, de acordo com a ONU.

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VÍDEO: Adolescente baleada pela polícia se torna símbolo de protestos em Mianmar
VÍDEO: Adolescente baleada pela polícia se torna símbolo de protestos em Mianmar

1 min VÍDEO: Adolescente baleada pela polícia se torna símbolo de protestos em Mianmar

VÍDEO: Adolescente baleada pela polícia se torna símbolo de protestos em Mianmar

Mya Thwate Thwate Khaing levou um tiro na cabeça durante protesto contra o golpe militar. Ela está lutando por sua vida em um hospital na capital de Mianmar, Naypyitaw.

Manifestações continuam

Nesta sexta-feira, houve um confronto de manifestantes contrários ao golpe de Estado e a polícia.

A junta militar que tomou o poder havia dado uma ordem para que não houvesse mais manifestações.

Três pessoas ficaram feridas por balas de borracha na cidade de Mawlamyine, no sudeste do país, disse um funcionário da Cruz Vermelha de Mianmar à Reuters.

Na maior cidade do país, Yangon, centenas de médicos em jalecos e aventais brancos marcharam perto do templo de Shwedagon, o local budista mais sagrado do país. Em outra parte da cidade, fãs de futebol vestindo uniformes de times marcharam denunciando os militares.

Outras manifestações ocorreram na cidade e Dawei, e em Myitkyina, capital do estado de Kachin, onde jovens tocaram rap.

Houve ainda protestos na capital, Naypyitaw. Na terça-feira, a adolescente Mya Thwate Thwate Khaing, uma trabalhadora de uma mercearia de 19 anos, foi atingida na nuca por uma bala enquanto estava de costas para a polícia, em Naypyitaw. Os médicos não esperam que ela sobreviva.

Ela virou um símbolo da resistência ao golpe militar no país.

ONU pede que sanções não atinjam povo de Mianmar

Nada al-Nashif, vice-alta comissária da ONU para Direitos Humanos, falou sobre o golpe de Estado em Mianmar nesta sexta-feira. Ela afirmou que os países que decidirem impor sanções deverão se concentrar nos líderes do golpe, e não nos vulneráveis ​​do país.

“Recomendamos o apelo mais forte possível para que as autoridades militares respeitem o resultado das eleições, devolvam o poder ao controle civil e liberem imediatamente todos os indivíduos detidos arbitrariamente”, disse ela ao fórum de 47 membros.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou, na quarta-feira (10), sanções ao grupo responsável por promover o golpe militar em Mianmar.

Segundo ele, em um primeiro momento a Casa Branca vai identificar os participantes do movimento golpista e, então, impor controles às exportações americanas ao país asiático. Além disso, Biden disse que a Casa Branca está tomando medidas para impedir que os generais golpistas tenham acesso a fundos americanos no valor de US$ 1 milhão.

Entenda o golpe

O exército de Mianmar derrubou o governo eleito do país no dia 1º de fevereiro, prendeu líderes políticos, fechou o acesso à internet e suspendeu os voos ao país. O golpe ocorreu sem atos de violência e poucas horas antes da primeira sessão do Parlamento formado nas eleições de novembro.

Os militares bloquearam as estradas ao redor da capital com tropas, caminhões e veículos blindados, enquanto os helicópteros militares sobrevoavam a cidade, e derrubaram o sinal de internet e telefonia móvel em todo o país

Eles detiveram membros do NDL e líderes civis de Mianmar (inclusive Aung San Suu Kyi e o presidente, U Win Myint), juntamente com ministros, governadores regionais, políticos da oposição, escritores e ativistas.

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