Itamaraty negocia com EUA dois aviões para transportar oxigênio a Manaus

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BRASÍLIA — O Brasil pediu ajuda aos Estados Unidos para transportar oxigênio hospitalar para Manaus (AM) diante do colapso no atendimento de saúde causada pelo falta do produto. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) negocia nesta quinta-feira, por meio da embaixada americana em Brasília e do serviço diplomático brasileiro em Washington, o envio de duas aeronaves com capacidade de transportar em apenas uma viagem a 70 toneladas de oxigênio líquido.

Os detalhes para a ajuda dos Estados Unidos ao Brasil ainda estão sendo discutidos, mas o governo brasileiro tem a expectativa que as aeronaves viajem a Manaus o mais rápido possível.  Sem oxigênio, na quarta-feira foram registrados 198 enterros em um único dia. Segundo dados da prefeitura de Manaus, é  maior número já registrado desde o início da pandemia.

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De acordo com fontes que acompanham as negociações, a solicitação ao governo americano foi uma medida para tentar acelerar o socorro à capital amazonense. O transporte do produto é de risco e deve ser feito em aviões específicos.

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A Força Área Brasileira (FAB) tem aeronaves que podem levar o oxigênio líquido, mas, segundo relatos feitos ao GLOBO, os aviões precisariam fazer muitas viagens para suprir toda a necessidade. O objetivo é que, ao recorrer aos Estados Unidos, dois cargueiros possam fazer em apenas uma viagem possam suprir todo o déficit do produto hospital, essencial para manter pacientes graves com covid-19 respirando.

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As conversas sobre a ajuda devem avançar durante a noite. De acordo com fontes do governo, São Paulo e Fortaleza têm oxigênio líquido disponível para serem levados para Manaus, mas não está descartada a hipótese do produto já vir diretamente dos Estados Unidos para ganhar tempo no atendimento à população.

Em nota divulgada na quarta-feira, o Ministério da Defesa informou que até domingo os  aviões C-130 (Hércules), da Força Aérea Brasileira (FAB), vão transportar 386 cilindros de oxigênios para o Amazonas.

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Nesta semana,  de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), o número de internações em Manaus chegou a um pico diário de 250, quase o dobro do registrado no ápice da epidemia entre abril e maio de 2020.

Em meio a esse cenário, o secretário de atenção à saúde especializada do Ministério da Saúde, Franco Duarte, anunciou um plano para a transferência de pacientes do Amazonas para outros estados será operado, em parceria, pelo governo do Amazonas, Ministério da Saúde e Ministério da Defesa.

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